POENTRY POEMAS


Segure minha mão
Não solte!
O chão está tão longe
Tanto quanto teus olhos perdidos no horizonte.
As nuvens a eles se misturam
E deles sai os relampagos
O clarão para iluminar meu caminho
Mesmo inconstante
É o suficiente para minha mente doentia.
Estou caindo...
Uma cama de estacas me espera ao chão
Eu não teria caido
Se você estivesse segurando a minha mão
Éter da Villa Vintém
Vamos fazer um filme onde nossas cabeças são cortadas no final?
papai e mamãe estão se drogando no banheiro, então venha não fique com medo do padre pedófilo, faz parte do amor esse jogo de sexo
Vamos fazer um filme onde nossas cabeças são cortadas no final?..
quero viver com você, vamos morar em uma terra onde ser burro é privilegio e ...pensar demais é morte prematura....
Vamos fazer um filme onde nossas cabeças são cortadas no final?
Quero desenhar nas paredes nossa vida de sangue
escarnar beijos de violência naqueles que querem nos roubar
e todos os dias quando o sol nascer, vamos cantar, ou melhor gritar pela nossa liberdade
enquanto os heróis nascem mortos, apedrejem os bandidos, os mesmos que molestam sua dignidade
...agora sim nosso jogo de corrupção esta completo, meninos e meninas entraram no mundo das ilusões
falaram que éramos os filhos da revolução, mas esqueceram de dar nossas armas, e morremos no choque elétrico
somos criados em laboratório, enlatados e barrados, vendidos como mercadoria,
tudo porque somos mais um em uma maioria inerte dos conhecimentos
sim eu sei, não precisa me lembrar que meu pecado não é santo, que perdi meus filhos, que bati na professora, mas não se esqueçam nesse dia a morfina acabou, Villa Vintém chegou no final....então eu fui e me alucinei, droguei-me com falsas idéias de mercenários urbanos que queriam apenas meu fim, acabou o que era doce, o eterno desmoronou no fracasso de viver, agora só nos restam mortos
onde esta você, vejo sangue, encontro feridos....ouço os mísseis caírem...
mesmo assim não a encontro, onde esta você....???
se me procurar saberá que fui buscar mais éter da Villa Vintém, pra fugir da linha do trem, pra ser um pouco educativo nas minhas idéias e quem sabe assim ser aceito na sociedade
....e deixar de ser para os olhos do preconceito o famoso vagabundo
Minha companhia
Paredes frias nesse quarto escuro
O silêncio ocupou todo espaço
Solidão parece ser tudo...
Não tem nada aqui, apenas a minha alma triste
Que chora e implora por apenas um pouco de paz.
O azul do céu se desfalece no negro da noite
Já é madrugada, deito pra dormir,
Dormir para sempre é o que eu quero
Mas eu acordo
Céu escuro...
É assim que vejo minhas manhãs.
Demônios desordenaram minha vida...
Minha respiração, o único movimento por aqui...
Meu rosto não demonstra emoções...
Escondendo a raiva dentro de mim
Apenas abastecendo meu orgulho...
Procurando algum lugar para distrair minha cabeça...
O ritual de amar
Abro as janelas, acendo uma vela
A brisa me abraça entrelaçando-me ao desejo
Fecho os olhos para encontrar meu amor...
O fogo concatena-me ao prazer e o suor que se escorre pelas velas
Deixa meu corpo cansado, apaga vela acesa
Saciada, retorno ao meu ofício
Exerço meus deveres
Cumpro minhas promessas de fidelidade
E o tempo vai passando... mas eu não os deixo enrugar
Dias perfeitos, picos escalados, túmulo aberto
Um novo ritual começa...
Silêncio sepulcral, algemas encefálicas, uma taça de vinho e fogo sempre fogo...
A luz queima tudo mundano e estando agora algemada toco em sua face refletida numa faca
Seguro-a tênuamente e a atravesso em meu coração com toda angústia e prazer
O sangue vai escorrendo e escreve no concreto nosso nome
Em festejo bebo minha última taça de vinho
Agora, consigo enxergar a face do meu amor refletida em mim, através da taça seca
O silêncio sepulta meu corpo, os insetos vão se aproximando ao ver a carne putrificada
E tomada por uma luz minha alma vai sendo levada a felicidade...
A LIBERDADE DE AMAR!

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